segunda-feira, 30 de março de 2020

Lição 1 (5 de abril de 2020)

INTRODUÇÃO A SALMOS


Texto da lição: Salmos 22

Leitura devocional: Promessas cumpridas!  – Lucas 24:44-49

Texto áureo: Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação. (Salmos 22:22)



INTRODUÇÃO: Embora possa sugerir tratar-se de uma antologia (coletânea de textos escritos, em prosa ou verso, por diversos autores e organizada por época, autoria, tema, etc.), o livro dos Salmos foi escrito, durante um longo período de tempo, por homens que não se limitaram a dar o seu contributo literário, mas que escreveram vivenciando os cenários de prazer, confiança, dor, angústia, perigo, e muitos mais, que identificamos neste livro tão singular e extraordinário. Tal como eles, enquanto peregrinos neste mundo, aprendamos a louvar ao Senhor em todas as fases e ocasiões da nossa vida!


I – COMO SURGIU O LIVRO DOS SALMOS?

1. Foram muitos os homens que escreveram os Salmos: cerca de metade dos 150, foram escritos por David; Asafe, líder de louvor, no templo (1 Crónicas 16:7), escreveu 12 Salmos; os filhos de Coré, descendentes de oficiais do templo, escreveram 11; Salomão (1 Reis 4:31,32) escreveu os Salmos 72 e 127; Moisés e  Etã escreveram um Salmo, cada um (Salmo 90 e 89, respetivamente); restam 48 Salmos cujos escritores se desconhecem, mas conhecemos o autor: Deus, através do Espírito Santo: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Tim. 3:16-17), “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”(2 Pedro 1:21).

2. Os Salmos foram escritos em épocas diversas. Foram escritos ao longo de um período de 1000 anos, desde o tempo de Moisés, séc. 15 a.C., até ao período pós exílio, no século 6º ou 5º a.C.. Esses mil anos registaram muita fome e fartura, guerras e paz, derrotas e vitórias, os melhores e os piores tempos. Um número considerável de Salmos inclui uma apresentação que nos dá referências quanto ao período histórico em que foram escritos, particularmente, na vida do rei David.
Porque foram escritos ao longo de dez séculos, em tantos ambientes e épocas tão díspares, haverá, naturalmente, pelo menos, um Salmo cuja mensagem nos fale, bem alto, em cada fase da nossa vida.

3. Os Salmos foram escritos por várias razões. Havia razões, dentro das próprias estações do ano, que predispunham à sua escrita e seu uso como orações ou cânticos. Os Salmos foram escritos para expressar tanto o louvor como as orações, pessoais e nacionais. Estes poemas brotaram de corações dominados por uma plêiade de emoções e sentimentos: medo, fé, tristeza, alegria, dúvida, confiança, e tantos mais que podemos experimentar nos momentos altos ou baixos da nossa vida. Realmente, o que torna o livro dos Salmos essencial a cada crente reside no facto de ele conter honestas expressões de fé de pessoas reais com vidas reais!

II – QUAL A MENSAGEM DOS SALMOS?

1. A estrutura do livro dos Salmos. Quando vemos, capítulo a capítulo, a estrutura do livro, podemos compará-la a uma antologia poética ou a um livro de cânticos. Realmente, muitos escritores e homens de Deus formaram o conteúdo deste livro singular. Os 150 capítulos estão divididos em cinco livros, cada um terminando com uma forma de bênção – usualmente com as expressões “amém” e “bendito seja o Senhor”. A divisão dos livros é: Livro Um: 1-41; Livro Dois: 42-72; Livro Três: 73-89; Livro Quatro:107-150. O comentador bíblico Derek Kidner apresenta uma descrição que ilustra a estrutura do livro dos Salmos: “A sua estrutura pode comparar-se a uma catedral construída e retocada ao longo de séculos, numa harmoniosa variedade de estilos, mais do que um edifício cujos traços obedecem estritamente a um simples projeto arquitetónico.”

2. Os géneros presentes no livro dos Salmos. Os géneros presentes nos Salmos podem ser classificados: Os salmos de sabedoria têm similaridade com o estilo do livro de Provérbios, dando-nos, igualmente, o contributo da visão de Deus para a nossa visão do mundo. Os salmos de lamentação são súplicas pelo socorro do Senhor, expressões de tristeza, ira ou temor. Os salmos de ação de graças contêm a expressão da gratidão por aquilo que Deus fez e os salmos de louvor glorificam a glória e majestade de Deus. Os salmos dos degraus (120-134) constituem em conjunto de cânticos e orações entoados ou usados ao longo do trajeto do povo de Israel desde as suas localidades até Jerusalém, nas festas anuais. Os salmos reais foram escritos por um rei ou proclamavam Deus como Rei. Os salmos imprecatórios foram escritos para glorificar a Deus e imploravam a justiça de Deus contra os inimigos. Estes podem gerar algum desconforto, mas trazem luz sobre a santidade de Deus e a Sua aversão ao pecado.

3. Os géneros literários dos Salmos. Escritos sob variadas formas, usam diferentes estilos. O género literário mais usado é a poesia e faz uso de inúmeras ilustrações. Podemos encontrar, diversas vezes estruturas de rima (A-B-C-C-B-A) e, também, acrósticos, usando a ordem do alfabeto hebraico (Salmos 111, 112 e 119). Outra figura de estilo muito usada é o paralelismo, em poemas onde o segundo verso de cada par de versos ora exprime o sentido do primeiro, usando palavras diferentes, ora exprime um contraste relativamente ao primeiro verso ou, ainda, expande o conteúdo da sua mensagem. A compreensão destas formas de escrita, ajuda-nos a uma melhor interpretação.

III – COMO OS SALMOS ME PODEM AJUDAR?

A identificação do género literário e o conhecimento do contexto histórico são preciosas ajudas para a compreensão dos Salmos. Dificilmente encontraremos melhor ajuda, quando o peso da culpa do pecado cai sobre nós, do que a oração e a meditação no Salmo 51, que regista o genuíno arrependimento de David! Nos Salmos dos “degraus”, entoados ou declamados ao longo da caminhada até Jerusalém, rodeada de perigos e sobressaltos, a mensagem destes Salmos traz-nos esperança e coragem, na nossa caminhada até chegarmos à nova Jerusalém (Apoc:21:2). Eles nos ensinam a orar, fazer os nossos pedidos e a confiar!
Steve L. Lawson, respeitado expositor da Palavra de Deus, fala-nos sobre a presença de Cristo, nos Salmos: “O livro dos Salmos contém mais profecias Messiânicas acerca da vinda do Senhor Jesus Cristo do que qualquer outro livro do Velho Testamento. Os Salmos revelam-No como o Filho de Deus (Salmo 2), o Filho do Homem (Salmo 8) em perfeita e total obediência (Salmo 40:6-8), ignominiosa traição (Salmo 41:9), cruel e violenta crucificação (Salmo 22), triunfante ressurreição (Salmo 16), vitoriosa ascensão (Salmo 68:18) e glorioso regresso ao Seu trono eterno (Salmo 110). Jesus é a principal pedra de esquina para todos os crentes, mas uma pedra de tropeço para todos os que o rejeitam (Salmo 118:22-23).” Qual é a tua atitude para com Jesus Cristo?

CONCLUSÃO

O livro dos Salmos fala dos problemas, orações, ações de graças e louvores de pessoas que passaram por circunstâncias em tudo iguais àquelas por que passamos. Deus guiou as suas vidas e deixou-nos o registo das suas experiências. Este livro extraordinário apresenta-nos, igualmente, a resposta dessas pessoas ao soberano plano de Deus, para que aprendamos a descansar, igualmente, nos Seus propósitos e planos soberanos para a nossa vida, para Sua glória e nosso bem!


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